O Velho Chico está morrendo!

O saudoso Rio São Francisco, que alimenta e mata a sede de milhares de nordestinos está em situação crítica.
Quem conhece esse trecho do Rio São Francisco ficará espantado! Pois é… a situação em que o Velho Chico chegou, devido ao assoreamento o rio começa a mostrar que realmente está “morrendo”, ainda falam em transposição, comentam que apenas uma pequena fração da vazão que será desviada para o projeto.
Vou colocar aqui algumas fotos que recebi por e-mail da situação do rio neste ano. Propriá que já foi conhecida como a “Veneza de Sergipe”, devido as grandes cheias do rio que entrava praticamente na cidade, hoje se depara com esta situação….

Uma reportagem do no site do Jornal Nacional:
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1669781-3586,00.html
19.01.2008
Seca muda a paisagem do Rio São Francisco
A hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, está acumulando água para aumentar o volume do reservatório. E a vazão do rio ficou menor. As conseqüências aparecem no baixo São Francisco, entre Alagoas e Sergipe. Grandes bancos de areia desafiam quem navega por lá.
“Tem lugar que é muito seco, enche e vasa. Tem vezes que a embarcação topa”, diz o barqueiro Jailton Vieira.
“Um percurso que a gente fazia em 20 minutos, a gente tem que fazer em 30, 40 minutos”, conta o barqueiro Gicelmo Menezes de Castro.
Em muitos trechos, onde a profundidade era de cinco, seis metros, agora é raso.
“Isso não era para acontecer, porque isso é fundo”, comenta o , barqueiro Lenúzio Silva.
As mudanças repentinas na paisagem do velho Chico surpreendem os ribeirinhos. Uma delas pode ser vista bem ao lado da ponte que liga Alagoas a Sergipe. Um enorme banco de areia apareceu há menos de um mês e já toma conta de metade do leito do rio, em um dos trechos em que o São Francisco era mais profundo na região. Se a água continuar baixando, em pouco tempo, os barcos não terão por onde passar.
“Mais de 50 anos que eu moro aqui e nunca vi isso, é novidade”, diz o pescador Jurandir Silva.
O rio também está mais raso por causa da areia arrastada pela chuva das margens desmatadas. O nível baixou tanto que os agricultores de um projeto de irrigação, da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, tiveram que abrir um canal de 300 metros de extensão para continuar irrigando os 900 hectares de arroz e cana. Os produtores estão apreensivos.
“Chegar nesse patamar, a gente ter que escavar para vir água. Cada dia que passa a gente sente que o negócio piora”, diz o produtor rural Roque Rufino.
Os pescadores ainda não estão sentindo os reflexos da seca no Rio, porque a pesca está proibida até fevereiro, quando termina o período da piracema - época de desova dos peixes.










Reader's Comments
Vamos fazer uma campanha igual pros copos de requeijão…
eu leio, eu comento, eu clico. !
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